quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Acordo abre espaço para formulação de política de cultura do ensino básico

Haddad, ao lado de Ana de Hollanda, destacou a parceria: “Esse acordo de cooperação visa a levar mais cultura para dentro da escola e a levar a educação para fora da escola, para os ambientes em que há cultura à espera de jovens ávidos para transformar o mundo” (foto: Wanderley Pessoa)Os ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Cultura, Anna de Hollanda, assinaram nesta quinta-feira, 8, em Brasília, acordo de cooperação técnica para a formulação da política de cultura para a educação básica. Estimado em R$ 80 milhões, o acordo reúne seis iniciativas conjuntas para beneficiar mais de 1 milhão de pessoas a partir de fevereiro de 2012 e atingir 5 milhões até 2014.

As iniciativas conjuntas permitirão a expansão do ensino médio em tempo integral, segundo Haddad. A partir do acordo, pontos de cultura, grupos e espaços culturais poderão receber estudantes no turno oposto ao daquele em que estudam (contraturno), de forma a complementar as aulas da rede de ensino.

O pacto expande a cooperação entre os dois ministérios, que atuam juntos desde 2006 no Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL). Entre as ações previstas no acordo assinado nesta quinta-feira está o projeto Mais Cultura na Escola, destinado a promover a integração entre os programas Mais Educação e Ensino Médio Inovador, do MEC, com os pontos, grupos e espaços culturais apoiados pelo MinC. Outra iniciativa é a ampliação do programa Agentes de Leitura, que seleciona e capacita jovens para atuar na formação de novos leitores.

O acordo também possibilitará maior acesso, no Programa Nacional Biblioteca Escolar (PNBE) do MEC, a livros de arte e demais acervos culturais, em diversos tipos de mídia, ofertados pelo Ministério da Cultura. O Cine Educação, também da pasta da Cultura, receberá filmes de longa e curta metragem nacionais do acervo do MEC. A parceria prevê ainda a oferta de cursos de formação continuada e de capacitação de professores nessas áreas.

Durante a vigência do pacto, serão realizadas pesquisas e executado o mapeamento das ações públicas que relacionam educação e cultura em todo território nacional.

De acordo com o ministro Fernando Haddad, educação e cultura são indissociáveis na formação dos jovens. Para ele, o momento é propício para fortalecer as ações que unem as duas pastas. “Esse acordo de cooperação visa a levar mais cultura para dentro da escola e a levar a educação para fora da escola, para os ambientes em que há cultura à espera de jovens ávidos para transformar o mundo”, disse Haddad.

Diego Rocha
Ouça a fala do ministro Fernando Hadadd.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Professor de Matemática usa a internet para incentivar o estudo dos alunos



ícone boas práticas
Como tornar uma aula mais interessante? O professor de matemática Alexandre Leiria Machado implantou neste ano uma iniciativa bem-sucedida nas turmas de 1º ano do ensino médio do Colégio Militar, em Porto Alegre.
Ele utilizou a internet para incentivar o estudo entre os alunos, a partir de uma plataforma que permite a publicação de textos, vídeos e exercícios, além de um plantão de dúvidas.
A ideia surgiu durante o mestrado em Educação em Ciências e Matemática, na PUCRS, quando Leiria se familiarizou com o Moodle em uma das disciplinas, um aplicativo gratuito usado no desenvolvimento de ambientes virtuais de aprendizagem.
“Os estudantes deixam perguntas na plataforma, os colegas dão respostas, explicam como resolver as questões, e nós, professores, ajudamos”, diz.
Outros docentes da escola também gostaram do projeto e implementaram em suas aulas. A professora de Física Luciana Pimentel, do 9º ano do ensino fundamental, perguntava-se como motivar os alunos na área das exatas.
Com o Moodle, ela pôde aliar o computador, uma das paixões dos adolescentes, ao ensino tradicional. Chegou a aplicar uma das provas da sua disciplina por meio do ambiente virtual, que sorteava as questões e fornecia o resultado na hora.
“Podemos oferecer material extra de forma mais divertida. O chat de dúvidas é muito procurado, principalmente em véspera de prova”, aponta.
Fonte: Zero Hora (RS)

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Especialista em educação diz que aluno tem de sentir utilidade no que aprende


ícone-entrevista
Ladislau Dowbor“Os alunos estão cansados de estudar coisas que lhes dizem que um dia vão entender a importância. Eles têm que entender e sentir a utilidade já!” Essa seria uma das principais estratégias para aumentar o interesse dos alunos na escola, de acordo o economista Ladislau Dowbor, que é professor da PUC-SP e participou, no último dia 25 de novembro, do lançamento de uma coleção de cadernos sobre a tecnologia social do Bairro Escola, uma publicação da Associação Cidade Escola Aprendiz, em parceira com a editora Moderna, para a qual Dowbor colaborou ao conceder a entrevista a seguir.

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO X INTERNET

Interpretar um texto, é complicado para as crianças do 4ºano do Fund I, mas pesquisar na internet sem o "Ctrl V", fica pior.
A professora pediu aos alunos que pesquisassem sobre a "Proclamação da república". Bom até ai tudo bem, pois eles encontraram vários sites que explicavam a mesma ou quase a mesma coisa. A discussão foi: -Professora? Pode ser esse aqui? É o menor de todos!
Abrimos as questões: Vamos procurar um texto que vocês lendo possam entender com facilidade. Pesquisando, encontramos o site do Smartkids, onde os textos são de fácil entendimento.
Outra questão: E ai o que fazer? Ler? Copiar? não Ler e Entender? Depois de algumas leituras, perguntamos a alguns alunos o que eles tinham entendido. Veio a resposta: Um monte de gente, tentando fazer alguma coisa em alguns lugares.............
Vamos lá: Começei a trabalhar com eles o parágrafo e a idéia do que é parágrafo:Pequena parte ou seção de discurso, capítulo etc. que forma sentido completo e independente. a partir daí, começamos a ler juntos cada parágrafo e discutir o que cada um tinha entendido dele, só ai é que colocamos essas idéias no papel. Ao término do texto, eles tinham o registro de toda a ideia do texto, inclusive "aquele cara", passou a ser Tiradentes. "Num lugar", passou a ser Minas Gerais.
Os alunos foram percebendo que nem tudo que se põe na internet é a verdade absoluta e o fato de fazer um trabalho pesquisado e encontrá-lo já pronto, como em muitos os casos, ele tem de ler e interiorizar esse conhecimento.
Como eu disse: Gente é como se lesse um livro impresso, a diferença é a posição do livro e o lápis é o teclado.

Projeto Teia Digital fecha ano com a capacitação de mais 740 sobralenses


O Projeto Teia Digital, idealizado pela secretaria da Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, encerrou mais uma etapa dos cursos de informática com a capacitação de 740 jovens e adultos, distribuídos em 63 turmas, entre o nível básico e avançado, na sede e distritos do nosso município.
Este ano, o projeto foi ampliado através de recursos não reembolsáveis do BNDES/Fundo Social, onde foram adquiridos 40 computadores, além de mobiliário, para instalação nos distritos de Baracho, Rafael Arruda, Aprazível, Jaibaras, Patos e Patriarca.
Segundo a secretária adjunta, Erika Frota, para ocorrer com grande êxito, o Teia Digital conta com a parceria do SINE/IDT, Secretaria de Educação do Município, SESI e Escolas Municipais. Esta turma é formada por alunos da EEFM Israel Leocádio de Vasconcelos e funcionou no Espaço Cultural Manoel Mendes Correa, no Distrito de Aracatiaçu (Texto acrescentado pelo Professor Emídio Silva, Diretor da EEFM Israel Leocádio).

Ceará sedia mostra de projetos científicos e culturais da educação básica


Estimular nos jovens o gosto pela Ciência e a utilização do método científico na busca de soluções e respostas para problemas do cotidiano. A partir dessa estratégia, a Secretaria da Educação (Seduc) trabalha o ano todo com seus alunos. Para apresentar os resultados de 2011, será realizada de 6 a 9 de dezembro, a V Feira Estadual de Ciências e Cultura. Na mesma ocasião, a Feira integrará dois eventos de natureza semelhante: a Mostra do Movimento Científico do Norte Nordeste (MOCINN) e a Seara da Ciência, promovida pela UFC. A abertura será nesta terça-feira, dia 6, às 18h30, no Anfiteatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. As demais atividades acontecem no período de 7 a 9 de dezembro, no Hotel Praia Centro.


O evento reunirá 156 projetos, considerados os melhores elaborados por estudantes das escolas públicas estaduais do Ceará e selecionados a partir das Feiras Regionais. Já a  mostra do MOCINN envolverá 80 trabalhos de escolas públicas e particulares, enquanto a Seara da Ciência apresentará 52 experiências de unidades das redes municipais de ensino cearenses.


A Feira Estadual contará com 312 alunos e 156 professores da rede estadual da capital e do interior, que mostrarão trabalhos inscritos em Ciências Ambientais, Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens e Códigos, Robótica Educacional e Tecnologia Profissional. Durante o evento, o aluno da rede estadual Ricardo Oliveira da Silva, campeão da OBEMEP de 2006 a 2009, 2010 e segundo colocado em 2011, fará palestra para os participantes.


Para Gilvana Linhares, articuladora da Coordenadoria de Aperfeiçoamento Pedagógico da Seduc, a Feira Estadual consolida um espaço de apresentação dos trabalhos científicos, promovendo a interação e a troca de experiências entre estudantes, professores e comunidade.


SERVIÇO:

* V Feira Estadual de Ciências e Cultura
* II Mostra Científica do Norte Nordeste (MOCINN)
* Seara da Ciência
Abertura: 06/12/2011 – Horário: às 18h30min
Local: Anfiteatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
Apresentação dos Projetos
07/12 – das 9 às 11h30 e das 13 às 17h
08/12 – das 8 às  11h30 e das 13 às 17h
09/12 – das 8 às 11h – encerramento
Local:Hotel Praia Centro - av. Monsenhor Tabosa, 740, Praia de Iracema.

VEJA A PROGRAMAÇÃO.
Última atualização ( Seg, 05 de Dezembro de 2011 15:18 )

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Uma aula diferente!



Destaque para nosso aluno Jairo da 3ª Série A do Ensino Médio.Parabéns pelo seu empenho!

Aula de Física - Associação de Resistores - Professor Josué


O professor Josué está apresentando um instrumento  chamado Multímetro

               




Calculando resistência
                           
O aluno monitor de Física Jairo está mostrando uma associação de lâmpadas em série.

Dinheiro não garante educação

Estudo do governo federal mostra que escolas públicas de cidade pobre conseguem, com boa gestão, resultados superiores aos dos municípios mais ricos do País - Rachel Costa

BOA ALUNA
Sobral (CE) melhorou as notas do Ideb sem gastar mais Duas cidades médias brasileiras com cenários educacionais e recursos orçamentários bem diferentes. Uma é Sobral, no sertão cearense. Terra do humorista Renato Aragão e do músico Belchior, o município é conhecido por um evento curioso: lá foi testada a Teoria da Relatividade de Albert Einstein, em 1919. Como outras localidades do semiárido, tem à disposição um orçamento modesto e uma extensa lista de problemas sociais seculares a resolver. A outra é Barueri, na Grande São Paulo. Ali está Alphaville, espécie de Beverly Hills brasileira, onde residem várias celebridades, de cantores sertanejos a apresentadores de tevê. O município paulista ainda figura em primeiro lugar no ranking do Produto Interno Bruto (PIB) per capita das cidades brasileiras acima de 150 mil habitantes. Se o índice fosse dividido de maneira igual entre os baruerienses, cada um deles teria disponível, por ano, mais de R$ 100 mil. E o sobralense, menos de R$ 10 mil. Mas, se Barueri é rica, Sobral é bem educada . Explica-se: para tentar entender o impacto da riqueza dos municípios nas melhoras obtidas na educação, João Carlos Teatini, diretor de educação a distância da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), cruzou o indicador usado pelo Ministério da Educação para avaliar a qualidade do ensino, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), e o Produto Interno Bruto (PIB) per capita dos 159 municípios brasileiros com mais de 150 mil habitantes. A constatação foi de que os municípios brasileiros não estão transformando seu dinheiro em melhoria na educação. Barueri é um exemplo. Sobral, ao contrário, com poucos recursos, melhora seus índices a cada ano.

Sobral e Barueri chamaram a atenção de Teatini por representar extremos. A cidade cearense apresentou o maior crescimento no Ideb, embora figure apenas na 114ª posição no ranking do PIB per capita. Já Barueri, mesmo estando na ponta quando o assunto é dinheiro, foi bem mais discreta na variação do Ideb. Coincidentemente, os dois municípios partiram da mesma nota em 2005: 4,5. Porém, enquanto Sobral obteve 6,6 na última medição, um aumento de 48%, Barueri registrou modestos 5,4, crescimento de 20%. “Dinheiro é importante, mas não é tudo”, diz Austregésilo de Melo, pesquisador do Centro de Estudos Avançados de Governo da Universidade de Brasília. As cidades serão agora estudadas pelo Observatório da Educação da Capes, que tentará entender o porquê da discrepância dos resultados. “Por essa primeira análise, o que se pode supor é que muitos municípios estão aplicando um percentual baixo do orçamento na educação ou não estão aplicando da forma correta”, afirma Teatini.

O que se vê em Sobral pode servir de exemplo para gestores de educação de todo o País (leia quadro acima). Em 2001, três a cada cinco alunos estavam em série incompatível com a idade. No segundo ano do ensino fundamental, mais da metade das crianças não sabia ler nem escrever. Uma década depois, os indicadores educacionais não lembram em nada os do passado. A distorção entre idade e série caiu para 7,7% e praticamente todos os alunos (96%) já sabem ler no segundo ano. A nota no Ideb, de 6,6, faz Sobral cumprir mais de dez anos antes a meta do Ministério da Educação (MEC) – de até 2022 atingir média acima de seis no Ideb.

O mais impressionante é que a cidade cearense subiu de patamar sem mexer no orçamento: pouco mais de R$ 60 milhões para 35 mil alunos – em Barueri, são mais de R$ 500 milhões para 60 mil. Além do recurso controlado, a cidade cearense tem à frente o desafio de reverter décadas de falta de investimento na educação. Dos estudantes que hoje lotam as salas de aula do município, 40% têm pais que estudaram menos de quatro anos. “Esses dados reforçam a tese de que quem fez a diferença na melhoria dos indicadores foram as escolas”, analisa o pesquisador Antônio Gomes Batista, do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). Para Batista, o segredo da evolução positiva do município está na homogeneidade das instituições da rede. Em Sobral, das 39 escolas que participaram do último Ideb, apenas uma teve nota abaixo de seis.

NO FUNDÃO
Com orçamento muito maior, Barueri (SP) obteve melhoras muito discretas O modo como a rede se organiza também é bem distinto do encontrado em outros municípios. De 15 em 15 dias, todos os diretores de escola se encontram em uma reunião com o secretário. Em vez de indicação política, os diretores passaram a ser escolhidos por meio de prova. Para ajudar os professores, foram produzidos um material complementar e um programa de formação que os ajudam a usar o material didático de acordo com a turma para a qual lecionam. Ter esse aporte, analisa a coordenadora da organização não governamental Ação Educativa, Vera Masagão, é positivo. “Essa orientação para os professores ajuda muito o trabalho com os conteúdos em sala de aula.” O reconhecimento da boa gestão de Sobral também está na replicação em outros municípios e Estados do Programa de Alfabetização na Idade Certa, responsável pela reversão de seus altíssimos índices de analfabetismo. “O governo do Ceará se inspirou na experiência de Sobral para criar o programa, que hoje está também em cidades da Bahia e do Piauí”, diz Rui Aguiar, oficial de projetos do Unicef.

De Sobral muito se sabe, pois há vários especialistas tentando explicar tamanho avanço em espaço de tempo tão curto. Já Barueri é um mistério que a Capes tenta desvendar. Para a Secretaria de Educação do município paulista, não há problemas na gestão educacional, uma vez que o Ideb cresceu. Flávia Moreno, coordenadora-geral do ensino fundamental afirma que o aumento só não foi maior porque a Secretaria de Educação parou de adotar, em 2005, a promoção automática, pela qual o aluno é aprovado de ano independentemente da nota. “A questão de Barueri não é que suas médias estejam ruins”, analisa Ocimar Alavarse, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). “É que, com o recurso disponível, ele poderia ter apresentado um desempenho melhor.”

Embora os estudos detalhados ainda não tenham começado, especialistas apontam fatores que impedem a evolução da cidade paulista. O orçamento é alto, mas o secretário da pasta não tem autonomia para executá-lo, pois o controle é feito via Secretaria de Finanças. Daniel Cara, coordenador da Campanha Todos pela Educação, explica que as cidades que têm melhorado seus índices educacionais em geral dão ao gestor da educação liberdade para controlar quando e como o recurso será gasto. “Muitas vezes há dinheiro, mas ele está sujeito a contingenciamento e acaba em outra área.” Também chama a atenção o cargo de secretário de Educação ser ocupado por Celso Furlan, irmão do prefeito da cidade, Rubens Furlan. Nos últimos anos, Celso foi protagonista de vários desentendimentos: um com a equipe do programa “CQC” (após denúncia de desvio de uma televisão doada a uma escola) e outro com pais de alunos por abuso de poder (em 2008 o secretário expulsou 41 alunos de um colégio). Fica a lição: em educação, dinheiro é importante, mas não é o suficiente.

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